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sábado, 25 de julho de 2009

Fonte:portalnoia.blogspot.com/2007/12/homem-elefant...


Depois das controvérsias do homem árvore, encontrei um outro caso estranho... O famoso "homem-elefante" na China foi registrado como o pior caso de neurofibromatose registrado até agora no mundo. Atualmente, Huang Chuncai já está se recuperando bem de uma cirurgia realizada em meados do ano 2007.


Respiração e fala afetadasA pressão do tumor, com uma circunferência de 97 cm, cobriu grande parte de sua face e, tanto o olho como a orelha esquerda, estão tapados pela grande massa tumoral. Huang não pode fechar a boca e há 6 anos perdeu todos os dentes, o que também afetou sua capacidade de falar e comer.O chinês, de apenas 1,35 m de altura, teve sua coluna deformada devido ao peso do tumor e caminha inclinado. A postura comprometeu o sistema respiratório de Huang, e ele tem dificuldades para respirar após qualquer esforço físico.

Epidermodisplasia Verruciforme ou Doença do 'Homem árvore'




E uma doença hereditária extremamente rara que leva a formação de verrugas na pele que nunca param de crescer. Se manifesta, normalmente entre um e vinte anos de idade e afeta normalmente as mãos e os pés. O único tratamento é a remoção cirúrgica, mas as verrugas voltam a crescer em seguida, o que exige cirurgias frequentes.

Após cirurgia, "homem-árvore" quer trabalhar e casar


Fonte: Autor: Redação Terra/Com agências internacionais


Um homem com uma doença rara, conhecido como "homem-árvore", passou por uma operação para tirar os aglomerados de verrugas semelhantes a raízes de árvores. Dede Koswara, 37 anos, morador da ilha de Java, planeja se casar agora que pode usar as mãos e caminhar sem dor."O que eu quero primeiro é me recuperar e encontrar um emprego. Mas aí, um dia, quem sabe? Eu posso conhecer uma mulher e me casar", disse Koswara ao site do Daily Telegraph, ainda no hospital.Desde de que ele cortou seu joelho quando era adolescente, uma pequena verruga surgiu e se espalhou de forma incontrolável. De acordo com o dermatologista americano Anthony Gaspari, que tomou conta do caso no ano passado, o indonésio sofre com uma variação do vírus do HPV, ou vírus do papiloma humano.Uma das formas mais conhecidas de propagação da doença é pela relação sexual. Mas no caso de Dede, a doença se agravou por um problema genético do ex-pescador: seus anticorpos são incapazes de combater ou simplesmente deter o crescimento das verrugas.No ano passado, Gaspari disse acreditar que um severo tratamento com vitamina A pode ajudar a determinar a origem do problema e gostaria de levar o indonésio aos Estados Unidos para estudar o caso.Por causa da sua aparência, ele foi deixado por sua primeira mulher e perdeu seu emprego. Para poder alimentar seus dois filhos, ele chegou a entrar para um ¿show de horrores¿ com outras vítimas de doenças estranhas.Agora, depois de uma série de operações para cortar a pele crescida com aparência de árvore, ele pode ver o contorno dos dedos de seus pés novamente.Ele também ficou viciado no jogo Sudoku agora que pode segurar uma caneta. Koswara espera retomar sua vida normal após mais duas operações para enxertar pele em suas mãos, pés e rosto.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Exame genético fixa dose de remédio para cada paciente

Fonte: G1
Variantes de DNA indicam como cada organismo lida com medicamento.Teste ajuda pacientes que têm dificuldade com certas drogas.
O Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (IPq-USP) desenvolveu um exame genético que ajuda a determinar a dose certa de medicamento para cada paciente. A velocidade com que o organismo processa ou elimina uma droga varia de pessoa para pessoa. A diferença explica por que a mesma quantidade de remédio causa efeitos adversos em alguns indivíduos e pode ser ineficaz para outros. O novo teste mostra a resposta do organismo de cada paciente a uma variedade de medicamentos - psicofármacos, analgésicos, remédios contra cardiopatias, câncer - e viabiliza o ajuste personalizado da prescrição.
O exame avalia os genes responsáveis pela produção de duas enzimas do fígado: a CYP2D6 e a CYP2C19. Elas atuam no metabolismo de 75% dos medicamentos. Tais genes não são iguais em todas as pessoas. Apresentam formas diferentes, conhecidas como alelos. Os pesquisadores do IPq identificam quais alelos estão presentes no genoma de cada paciente. Há uma associação direta entre o alelo encontrado e a resposta ao remédio. “A pesquisa começou com uma paciente que não melhorava com nada”, recorda Wagner Gattaz, presidente do conselho do IPq e diretor do Laboratório de Neurociências, responsável pelo exame.
A coordenadora de genética do laboratório, Elida Benquique Ojopi, conduziu as pesquisas para desenvolver o exame. Quando ele ficou pronto, foi aplicado na paciente e se descobriu que ela é “metabolizadora ultrarrápida”: seu organismo elimina o remédio antes de ele exercer o efeito terapêutico. Hoje, ela toma uma dose 6 vezes maior do que a usual sem ter efeito colateral. Há três anos não apresenta sinal da doença. O metabolismo de vários antidepressivos, por exemplo, depende das duas enzimas. Estima-se que a dosagem em 25% das prescrições receberia ajustes depois do exame genético.
Elida conta que médicos têm encaminhado pacientes para realizar o exame no instituto. Cerca de 250 pessoas utilizaram o serviço. Até agora, a ocorrência de alelos que não demandam correção na dosagem foi igual para os dois genes: cerca de 62% dos pacientes analisados. Os demais casos requeriam prescrições individualizadas. Nos Estados Unidos, três empresas realizam o exame, que custa, em média, R$ 1.900. O IPq cobra cerca de R$ 500 pelo teste, que não recebe cobertura do Sistema Único de Saúde (SUS). “O dinheiro é reinvestido em pesquisas do instituto”, aponta Gattaz. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Grávida de 16 anos dá à luz bebê após ser baleada na Bahia

Fonte: G1
Segundo a polícia, jovem foi vítima de bala perdida em Eunápolis (BA).Ela saía da escola quando foi atingida nas costas.
Uma adolescente de 16 anos foi atingida nas costas por uma bala perdida quando voltava da escola, em Eunápolis (BA), na noite desta terça-feira 12/05/2009. Segundo parentes, a adolescente Crislane Lima Santos estava grávida, mas o tempo de gestação não foi divulgado. Ela teve de fazer uma cirurgia cesariana para salvar a vida dela e do bebê.Ao perceber que estava ferida, a jovem pediu ajuda para a tia, que mora a poucos metros do local dos disparos. A jovem foi levada para o Hospital Regional de Eunápolis e transferida para o Hospital Luiz Eduardo Magalhães, em Porto Seguro (BA).

Segundo familiares da adolescente, a criança e a mãe não correm mais risco de morrer. A jovem segue internada, mas não tem previsão de alta.
Um outro tiro atingiu o antebraço de um adolescente de 17 anos, no mesmo local onde a jovem grávida foi baleada.

Primeiro contaminado com gripe no Rio deixa hospital

Fonte: G1
Jovem de 21 anos está recuperado e já não pode transmitir a doença.Segundo paciente a ser internado deve ter alta nesta quinta-feira 14/05/2009.
O primeiro paciente a ser internado no Rio com a nova gripe teve alta do hospital universitário Clementino Fraga Filho, na Ilha do Governador, no subúrbio do Rio, nesta quarta-feira 13/05/2009. A assessoria do hospital não informou o horário em que ele deixou local.

Ele está em excelente estado de saúde. Segundo Roberto Fiszman, Chefe do Serviço de Epidemiologia e Avaliação da instituição, o rapaz, de 21 anos, também está imune a doença.
"Depois dos dez dias não há mais possibilidade de transmissão da doença e o paciente recuperado se torna imune a ela, ao menos isso é o que se sabe até agora”, explicou o médicoO segundo paciente contaminado com a nova gripe, de 29 anos, também se encontra no local e pode ser liberado na quinta-feira 14/05/2009, quando terminam seus dez dias de isolamento. Ele está se recuperando e já não tem mais febre há mais de três dias. Sua mãe, de 52 anos, está no oitavo dia da doença e foi a terceira pessoa a dar entrada no hospital universitário com a nova gripe, no último dia 9. Sem febre há quatro dias, ela também se recupera. As informações são de Roberto Fiszman, Chefe do Serviço de Epidemiologia e Avaliação da instituição. Outro paciente de 24 anos, com suspeita de contaminação, aguarda internado o resultado de exames que possam confirmar a doença. O material coletado foi enviado a Fundação Oswaldo Cruz na noite de terça-feira 12/05/2009. Ele está febril e pode ter sido infectado nos Estados Unidos, de onde voltou de viagem há menos de uma semana.

Três casos suspeitos são liberados

Três pessoas que estavam internadas com suspeita da nova gripe no Hospital Evandro Chagas, da Fiocruz, foram liberadas. Um paciente deixou o hospital na terça-feira 12/05/2009 e os outros dois nesta quarta 13/05/2009, segundo informou a assessoria da própria fundação.

Lei que obriga planos a custear vasectomia e laqueadura entra em vigor

Fonte: G1
Lista de procedimentos inclui ainda a implantação do DIU. Texto foi publicado no Diário Oficial da União na terça-feira dia 12 de maio de 2009.
A lei que obriga os planos de saúde a cobrirem procedimentos médicos de concepção já está em vigor. Entre os procedimentos que poderão ser cobertos estão as cirurgias de vasectomia e laqueadura e a implantação do DIU. O texto foi publicado na edição de terça-feira 12/05/2009 do Diário Oficial da União, após sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Agora, quem quiser fazer uma fertilização assistida, por exemplo, vai poder contar com a cobertura de planos privados. Há cerca de um ano, a Agência Nacional de Saúde Suplementar determinou a cobertura para procedimentos de contracepção, mas, até a publicação da lei, não havia regras para o caso de métodos de concepção.
Está previsto também atendimento de urgência para acidentes pessoais ou complicações durante a gravidez, além da emergência para os casos em que o paciente corre risco imediato de vida ou lesão irreparável, mediante declaração do médico assistente.
Na prática
O presidente da Associação que reúne as empresas de planos de saúde, Arlindo de Almeida, reconheceu, há dois meses, quando o projeto foi aprovado no Senado, que ainda há dificuldade para a aplicação do rol. Mesmo assim considerou o projeto aprovado redundante. Já a Agência Nacional de Saúde Suplementar disse que a nova lei será mais um instrumento de defesa do consumidor. “À medida em que a lei institui também ações de planejamento familiar, ela nada mais faz do que legitimar já a iniciativa da Agência Nacional de Saúde Suplementar. Ela transmite à sociedade e ao próprio setor que você vai poder ter sim ações de planejamento familiar custeadas pelo seu plano de saúde”, disse Eduardo Sales, diretor de fiscalização da ANS, na aprovação do projeto pelo Senado. A sanção do projeto pode ajudar pessoas como o funcionário público Rogério Oliveira Souza, que tem plano de saúde. Quando ele decidiu fazer vasectomia, precisou pagar do próprio bolso. “A vasectomia foi R$ 700. O médico deu um desconto porque a tabela é R$ 1.000”, disse.

“Planejamento familiar agora será coberto como um todo. Antes era só a contracepção. Por exemplo, o uso de DIU, de laqueadura, de vasectomia. Agora a concepção também, ou seja, a fertilização, a fecundidade da mulher ou do homem estarão protegido pelos planos de saúde”, disse a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), que foi relatora do projeto.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Rosto Transplantado

Fonte: G1 com informações do Jornal Nacional
Imagens recém-divulgadas mostram como deve ficar, ao final de tudo, o rosto da americana Connie Culp, que passou por um transplante de face nos Estados Unidos primeiro procedimento do tipo naquele país. Os médicos não garantem que ela ficará com esse visual mas essa é a expectativa, caso a recuperação da cirurgia se dê da melhor maneira o que não é de modo algum garantido. Ela e outras pessoas que passaram por versões desse procedimento pioneiro vão enfrentar dificuldades para controlar a rejeição dos tecidos faciais pela vida toda.
Para esses pacientes, vale a pena o risco. Afinal, o novo rosto é a única chance de voltar a se alimentar normalmente, de conseguir falar ou mesmo de aparecer em público sem provocar repulsa em outras pessoas.
Culp, 46, teve a face destruída em 2004 por um tiro disparado pelo próprio marido. Ela só conseguiu voltar a comer alimentos sólidos, como pizza, frango e hambúrguer, no último mês de janeiro. E também ressaltou as sérias dificuldades sociais ligadas à sua deformidade. “Quando ver alguém com o rosto desfigurado, não julgue essa pessoa, porque você nunca sabe o que aconteceu com ela”, declarou Culp em entrevista coletiva. "Precisamos do nosso rosto para poder encarar o mundo", ecoou a médica Maria Siemionow, que participou do procedimento. O procedimento, inédito nos EUA, foi realizado na Cleveland Clinic, em Ohio. Culp recebeu, além da face de uma pessoa morta não-identificada, também o osso do nariz e partes da arcada dentária superior, destruídos pelo tiro.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Gripe suína coloca governos e agentes de saúde em sinuca de bico

Fonte:G1, Lawrence K. Altman Do 'New York Times'
Dados não são suficientes para concluir tamanho do problema. Pode ser o início de uma pandemia ou não.
Mesmo depois de tudo que os cientistas aprenderam sobre a gripe, desde a catastrófica pandemia ocorrida entre 1917 e 1919, uma coisa continua a mesma: a natureza previsivelmente imprevisível dos vírus responsáveis por ela. A súbita detecção do novo vírus da gripe suína, A(H1N1), ocorreu exatamente enquanto os cientistas focavam cautelosos as mudanças comportamentais observadas em outro vírus, o A(H5N1) da gripe aviária, no Egito. Virologistas rastrearam o vírus aviário desde sua descoberta em Hong Kong, no ano de 1997.
A Organização Mundial de Saúde disse, no último fim de semana, que o novo vírus da gripe suína tinha potencial para causar outra pandemia, mas não possuía instrumentos para descobrir se isso realmente aconteceria. A OMS e agências de saúde pública, como o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, se encontram numa delicada situação, obrigados a fornecer informações sobre doenças potencialmente letais sem causar pânico.
Embora agentes de saúde tenham realizado exercícios de preparação para pandemias e epidemias causadas por bioterrorismo, eles ainda têm de dominar as habilidades de comunicação necessárias. Eles estão numa situação em que não há maneiras de ganhar. Uma decisão sobre restrições ou alertas de viagens, por exemplo, poderia afetar o comércio e as finanças num momento de caos econômico. Se a emergência na saúde pública, declarada pela OMS e pela administração Obama, se mostrar um alarme falso, funcionários serão atacados por preocupar desnecessariamente milhões de pessoas – e talvez até por gerar medo para justificar seus orçamentos. Se uma pandemia se materializar, alguns dos mesmos críticos muito provavelmente culparão esses funcionários por fracassar em evitá-la.

Perder ou perder

A história ensina que o vírus da gripe entra em mutações para causar disseminação mundial cerca de duas vezes por século, em média. Todavia, os cientistas ainda precisam descobrir o agente causador das mutações, quando elas ocorrerão, e o que torna certos vírus mais letais que outros. Epidemiologistas sabem que o número de casos relatados nos dias logo após a detecção de um novo tipo pode ser enganoso, assim como as pesquisas preliminares nas eleições políticas. Para avaliar epidemias eles precisam, entre outras coisas, de informações precisas a respeito do número de casos; onde eles estão ocorrendo; a distribuição de idade dos infectados; e que tipo de contato eles tiveram uns com os outros. Neste estágio da investigação da gripe suína, esses dados são, de maneira geral, inexistentes O mais assombroso é por que as mortes reportadas ocorreram somente no México até agora (salvo o caso de um bebê mexicano nos EUA), e por que os casos confirmados em outros lugares são moderados. A disparidade não pode ser explicada por qualquer fator biológico aparente. Ela poderia, então, refletir indução nos relatos? Por exemplo, autoridades mexicanas podem apresentar maior probabilidade de procurar a gripe suína em hospitais do que as autoridades em outros países – que podem estar focando em populações menos vulneráveis, como turistas. Em contraste, aqueles outros países podem não ter tempo para se concentrarem em mortes nos hospitais. Ocasionalmente, alertas acerca de um novo vírus, ou uma mutação de um vírus antigo, vêm de um laboratório. Com maior frequência, as mortes são a primeira pista. Entretanto, as altas taxas iniciais de mortalidade muitas vezes diminuem à medida que os funcionários de saúde descobrem que o micróbio culpado também causa casos leves, até mesmo sem sintomas. Funcionários podem descobrir que a epidemia já vinha ocorrendo silenciosamente há semanas ou meses.

Espalhando-se rápido O H1N1 parece ser facilmente transmitido de pessoa a pessoa, e relatos dos Estados Unidos sugerem que alguns casos leves podem passar sem detecção. Isso permite à doença a possibilidade de se espalhar ainda mais. Em contraste, a gripe aviária matou 257 pessoas das 421 que a contraíram. Todavia, ela mostrou pouca habilidade em passar de pessoa para pessoa, infectando principalmente aves de criação. Alguns especialistas sugerem a existência de algo a respeito do vírus H5N1 capaz de torná-lo inerentemente menos transmissível entre pessoas. A Sars, sigla em inglês para Síndrome Respiratória Aguda Grave, é facilmente transmitida e virulenta. Numa epidemia de 2003, em Hong Kong, ela matou 299 das 1.755 pessoas infectadas. Autoridades de saúde de lá estão aplicando agressivamente as lições aprendidas com a Sars. Enquanto o México luta para confirmar casos de gripe suína e envia amostras aos Estados Unidos, Hong Kong já está realizando exames genéticos rápidos em amostras de pacientes – e terá laboratórios fazendo isso em seis hospitais locais até quinta-feira. Numa epidemia de gripe, a vigilância padrão, ou monitoramento de doenças, é crucial. Esse esforço pode determinar quantos dos casos confirmados são brandos ou fatais, pintando uma imagem mais precisa da virulência. Como parte do exercício, epidemiologistas, virologistas e outros funcionários da saúde também entrevistaram pacientes e médicos. Eles examinam muitas amostras. O objetivo é responder a uma lista de perguntas, incluindo as seguintes:
-- Se as mortes ocorrem nos estágios iniciais ou finais da infecção.
-- Se aqueles que morreram também apresentavam algumas indisposições ocultas, e quais.
-- Se os pacientes infectados reagiram a medicamentos-padrão anti-gripe.
-- Se eles desenvolveram infecções secundárias por bactérias, e em caso positivo, quais tipos.
-- Se o período de incubação – o tempo que se leva para desenvolver sintomas após a exposição a um vírus modificado – difere daquele conhecido para vírus da gripe, geralmente de um a três dias.
-- Se o novo vírus ataca principalmente indivíduos saudáveis ou tem uma predileção por pessoas com certas doenças.
-- Que porcentagem dos infectados pode ter sido protegida por vacinas anteriores contra a gripe. Ainda é cedo demais para descobrir as respostas para o novo vírus de gripe suína. E como os cientistas bem sabem, eles já se enganaram antes.

Erros anteriores Em 1976, após uma pequena epidemia de gripe suína em Fort Dix, Nova Jersey, funcionários da saúde pública persuadiram o presidente Gerald R. Ford e o Congresso a montar uma campanha nacional de imunização, que chegou sob duras críticas. Porém, 60 anos antes, um vírus da gripe que aparentemente começou como uma leve epidemia na primavera, voltou como um furacão alguns meses depois. Qual modelo será seguido pelo vírus da gripe suína? Os cientistas só podem se preparar para o pior e rezar pelo melhor.
Fonte: FolhaOnline
Em cerca de um mês, um novo tipo de gripe suína matou 22 pessoas o número poderá superar cem, conforme as causas das mortes são confirmadas em laboratório e atingiu mais de 1.600 no México. Há casos confirmados também nos vizinhos Estados Unidos e Canadá e na Espanha. Diversos países investigam casos suspeitos.
Para os cientistas, atualmente, a principal suspeita é a de que o vírus tenha surgido a partir da combinação, em porcos, de vírus de gripe humana, suína e aviária. Do porco, esse novo vírus chegou aos humanos, que passaram a transmiti-lo entre si.
Conheça mais sobre a provável origem da gripe:
Arte/"Folha S.Paulo"