quinta-feira, 21 de maio de 2009

Cirurgia extrai rim pelo umbigo do paciente

Fonte: G1 e BBC
Técnica pioneira na Europa permitiu que mulher tivesse órgão extraído através de pequeno corte na barriga.
Usando uma técnica pioneira, médicos britânicos retiraram o rim de uma paciente através de um corte minúsculo em seu umbigo.
A equipe do East Surrey Hospital, em Redhill, na Inglaterra, disse que foi a primeira na Europa a usar a técnica para operar o rim e a vesícula. Quatro pacientes foram submetidos à cirurgia nos últimos 14 meses. O urologista Abhay Rane extraiu o primeiro rim em março de 2008 usando instrumentos especiais operados através do corte minúsculo. A paciente inglesa Susan White, de 30 anos, que foi submetida à operação, disse: "Eu me recuperei muito rápido". "Quando criança, tive meu rim operado e fiquei com uma cicatriz grande". "Estou satisfeita, este procedimento não deixou sinal nenhum. Faz uma grande diferença para a minha auto-confiança". Através de um minúsculo corte dentro do umbigo, os médicos inserem na barriga do paciente um porto de acesso onde são acoplados uma câmera e outros instrumentos. A barriga é inflada com dióxido de carbono para criar espaço para manobras. No caso da remoção do rim, o órgão é desconectado dos vasos e tecidos que o cercam, assim como de outros órgãos. Depois, é embrulhado em um saco plástico e retirado através do umbigo. O corte desaparece após alguns meses e a maioria dos pacientes retorna à atividade normal dentro de alguns dias. O cirurgião Rane disse que desenvolveu o método com seus colegas para limitar o impacto da operação e reduzir cicatrizes. O tempo de recuperação do paciente é reduzido a dias ao invés de semanas, acrescentou o médico. "Foi um ano muito empolgante para nós no hospital, vendo a recuperação tão rápida dos pacientes e ensinando outras pessoas em todo o mundo sobre como fazer isso."

Pessoas com Down têm menos chances de desenvolver câncer

Fonte: G1 e BBC
Pesquisa americana pode apontar novos tratamentos para a doença.
Pessoas com síndrome de Down têm menos chances de contrair câncer porque possuem cópias de genes que impedem o crescimento dos tumores, segundo um estudo publicado pela revista científica "Nature". A pesquisa da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, feita em células de camundongos e humanas, mostrou que uma terceira cópia do gene DSCR1 (também conhecido como RCAN1), presente na síndrome de Down, pode suprimir o crescimento de vasos sanguíneos que alimentam tumores. Os cientistas injetaram células cancerígenas pulmonares e de pele em ratos normais e também em ratos chamados de Ts65Dn, com três cópias de vários dos genes do cromossomo humano 21, como os humanos com síndrome de Down. O estudo mostrou que, após três ou quatro semanas, os ratos Ts65Dn apresentaram cerca de 50% menos tumores do que os ratos normais. Vitamina Os pesquisadores usaram também células-tronco de humanos com Down e normais. Quando injetadas em camundongos, estas células criam tumores. Os cientistas descobriram que, quando foram usadas células-tronco normais, os tumores criaram vasos sanguíneos, mas em células com síndrome de Down, os vasos sanguíneos não se formaram completamente. Os cientistas acreditam que a descoberta pode abrir novas frentes na luta contra o câncer. A equipe liderada por Sandra Ryeom afirma estar tentando determinar as melhores formas de isolar a formação dos vasos sanguíneos, para o desenvolvimentos de terapias. Ela afirma que, desde que seja necessário apenas um gene extra para reduzir a formação dos vasos, um dia, quando a terapia estiver disponível, é possível que a forma de se combater o câncer seja "tomando uma vitamina preventiva", ao invés de se ingerir drogas tóxicas.

Cor da pele afeta o armazenamento da nicotina pelo organismo, diz estudo

Fonte: G1 e Eric Nagourney Do 'New York Times'
Quanto mais escura a pele, maior a absorção de nicotina.Estudo foi feito com poucas pessoas e é tido como "preliminar".
Um novo estudo descobriu que fumantes com pele mais escura podem ser mais afetados pela nicotina do que aqueles de pele mais clara. Pesquisadores disseram ser possível que a nicotina no tabaco se ligue à melanina, composto que dá cor à pele. Quanto mais escura a pele, maior a quantidade de melanina – e talvez mais nicotina seja armazenada. Os pesquisadores, cujo estudo aparece na publicação "Pharmacology, Biochemistry and Behavior", apontaram o pequeno número de pessoas utilizadas no estudo e disseram que as descobertas deveriam ser consideradas preliminarmente. Porém, a pesquisa pode esclarecer o porquê de algumas pessoas aparentemente serem mais afetadas pela nicotina do que outras. Para o estudo, os pesquisadores, comandados por Gary King, professor de saúde biocomportamental na Universidade Penn State, examinaram 150 fumantes afro-americanos. Eles mediram os níveis de melanina e cotinina, um subproduto da nicotina. Eles também fizeram algumas perguntas aos voluntários, para avaliar o quão forte era o hábito de fumar em cada um. Descobriu-se que as pessoas com mais melanina fumavam mais tinham mais cotinina em seu sistema, além do maior nível de dependência em tabaco, disseram os pesquisadores.

Mulheres brasileiras sofrem com desinformação sobre câncer de mama

Fonte: Luis Fernando Correia Especial para o G1
Quase metade delas ainda acha que estresse e psicologia influem.Menos de um terço faz mamografia quando o médico indica o exame.
O surto do novo tipo de vírus influenza dominou o noticiário na semana passada, com certeza um tema que preocupa a todos. Mas no dia 29 de abril entrou em vigor uma lei que obriga o Sistema Único de Saúde a oferecer o exame de mamografia às mulheres com mais de 40 anos. Infelizmente, no mesmo dia, ficamos sabendo que as mulheres brasileiras acreditam estar informadas sobre a o câncer de mama, mas a realidade é bem diferente.
Segundo uma pesquisa realizada em cinco capitais brasileiras, 47% das mulheres entrevistadas ainda relacionam a doença a problemas emocionais e estresse, contrariando as evidências científicas. O câncer de mama está relacionado a histórico de câncer de mama na família, menopausa tardia, reposição hormonal, consumo de álcool, obesidade e não ter filhos.
O oncologista Sérgio Simon, do Hospital Albert Einstein, que coordenou a pesquisa, patrocinada pelo laboratório Pfizer, demonstra a relação que as brasileiras tem o câncer de mama. Das entrevistadas, somente 29% fazem mamografia quando o médico indica o exame. A conseqüência disso é um índice de 10% de detecção precoce, na qual o tumor teria maior chance de cura, poupando as pacientes de cirurgias mutiladoras e sofrimentos maiores no tratamento.
Estima-se que cerca de 400 mil mulheres têm câncer de mama no país, e esse é o tumor maligno que mais mata no sexo feminino. O conhecimento dos fatores de risco e a realização de exames periodicamente podem diminuir o impacto dessa doença no Brasil.

Luis Fernando Correia é médico e apresentador do "Saúde em Foco", da CBN.

Caso de câncer de mama em menina de 10 anos surpreende médicos

Fonte: G1 e BBC
Mãe de americana encontrou um caroço embaixo do braço da filha no mês passado, quando a ajudava a se vestir.
Uma menina de 10 anos de idade foi diagnosticada com câncer de mama na Califórnia, nos Estados Unidos, um caso considerado extremamente raro. A mãe de Hannah Powell-Auslam encontrou um caroço embaixo do braço da filha no mês passado, quando a ajudava a se vestir. Preocupada, Carrie levou a filha ao médico, que a diagnosticou com carcinoma secretório invasivo.
No início deste mês a menina passou por uma mastectomia, cirurgia para retirada da mama. O câncer, no entanto, se espalhou para um nódulo e Hannah terá que passar por outra cirurgia, ou por tratamento de radioterapia.
Campanha A história da menina chamou a atenção da mídia e do público americanos. Os pais dela - Carrie e Jeremy - criaram um site, www.ourlittlesweetpea.com, em que descrevem diariamente a batalha contra o câncer e promovem campanhas para arrecadar fundos para o tratamento da menina. O site também é visto como uma forma de ajudar a família a passar pelo trauma.
A mãe de Hannah, Carrie, falou à imprensa americana sobre sua surpresa ao receber o diagnóstico: "Deveria ser a última coisa na sua cabeça. Meninas de 10 anos não sofrem de câncer de mama". Com a incidência do câncer, Hannah também decidiu se tornar um exemplo para que outras crianças de sua idade conversem com seus pais sobre qualquer mudança que percebam no corpo.
A família também elogia a atitude positiva que a menina vem mantendo diante da doença. Mas segundo sua mãe, tudo o que ela quer agora é voltar à escola e ser uma "criança normal".
O câncer de mama é o tipo mais comum de câncer entre as mulheres, segundo a Organização Mundial de Saúde, e a cada ano são diagnosticados mais de 1,2 milhão de casos em todo o mundo. Especialistas, no entanto, disseram à imprensa americana que a doença é extremamente rara entre as crianças e alertaram que o excesso de atenção dado ao caso pode provocar medo desnecessário entre os pais.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

10 doenças raras...

Fonte: Wikipedia
- Síndrome Riley-Day: Insensibilidade congênita à dor Frequência

100 casos documentados nos Estados Unidos.

Frequência: Desconhece-se em outros locais por não ser facilmente diagnosticado por passar quase sempre desapercebida.

Causa: Descoberta recentemente. Deve-se a uma mutação num gene encarregado da síntese de um tipo de canal de sódio que se encontra principalmente em neurônios encarregados de receber e transmitir o estímulo doloroso.

Descrição: São indivíduos totalmente normais no tato e na sensibilidade ao frio, ao calor, pressão e cosquinhas. No entanto, ante qualquer ato que em pessoas normais provocaria dor (como fincar uma agulha) não provoca nenhuma sensação dolorosa. Como consequência disto, costumam morrer mais jovens por traumatismos e lesões ao não sentir nenhum dano. Devem estar sempre sob o cuidado dos olhos quando crianças para que não se machuquem eles mesmos.

- Síndrome de Moebius

Frequência: Ao redor de 80 casos documentados na Espanha, 200 na Inglaterra e 5 na Argentina.

Causa: Desconhecida. Nem sequer sabe-se se são os nervos, o tronco do encéfalo ou os músculos que são afetados na origem da doença. Existem muitas e variadas hipóteses mas sem provas que as validem.

Descrição: Devido ao não desenvolvimento de nenhum nervo facial, as pessoas que nascem com esta síndrome carecem de expressão facial. Não podem sorrir, nem franzir a testa, etc. Também não podem mover lateralmente os olhos nem controlar a piscada dos olhos. Com freqüência são encontrados dormindo com os olhos abertos. Têm grandes dificuldades em soprar, engolir, falar e qualquer atividade na que estejam implicados os músculos da face.

- Hermafroditismo Verdadeiro

Frequência: Ao redor de 500 casos documentados em todo mundo. Desconhece-se a frequência real na população.

Causa: A pessoa hermafrodita é uma quimera. Produz-se pela fusão de dois zigotos de sexos diferentes. Isto é, primeiro um espermatozóide fecundaría um óvulo e depois outro espermatozóide fecundaría um outro óvulo. Os zigotos formados estariam destinados a serem gêmeos, mas acabam fundindo-se e se tornando um único indivíduo que, geneticamente, é mulher e homem ao mesmo tempo. Desconhece-se por que se produz esta fusão.

Descrição: Os hermafroditas têm tanto tecido ovárico como testicular. Os genitais externos são ambíguos e possuem componentes de ambos sexos. As pessoas hermafroditas podem ter aparência tanto feminina como masculina.

- Fibrodisplasia ossificante progressiva

Frequência: 200-300 casos documentados em todo mundo. Os poucos conhecimentos que se tem da doença, muitas vezes, impossibilita o diagnóstico. Estima-se que surja um caso para cada dois milhões de nascimentos.

Causa: Desconhecida. É uma doença de herança autossômica dominante. Pensa-se que estão implicados vários genes encarregados de sintetizar fatores de crescimento ósseo.

Descrição: Nesta doença dão-se episódios repetidos de inflamação dos tecidos macios e o desenvolvimento de tumores subcutâneos e nos músculos. Estas lesões provocam a formação de osso em lugares onde nunca deveria existir osso, como ligamentos, músculos, tendões, articulações… Os traumatismos também desencadeiam e fazem avançar a ossificação dos tecidos macios. Progressivamente, o indivíduo irá perdendo cada vez mais a mobilidade até que, por impossibilidade de movimento da musculatura encarregada da respiração, morre por asfixia.

- Maldição de Ondina (Hipoventilação alveolar primária)

Frequência: Entre 200-300 casos conhecidos em todo mundo. Por ser causa de morte súbita pensa-se que os casos conhecidos são só a ponta do iceberg e que na realidade 1 bebé a cada 200.000 nasçam com esta anomalia.

Causa: Parcialmente conhecida. A principal causa é uma mutação ou vários do gene PHOX2B, de herança autossômica dominante. Os mecanismos da respiração involuntária não funcionam adequadamente. Ao dormir, os receptores químicos que recebem sinais (baixa de oxigênio ou aumento de dióxido de carbono no sangue) não chegam a transmitir os sinais nervosos necessárias para que se dê a respiração.

Descrição: Nas formas mais leves da maldição de Ondina, o sujeito poderá viver normalmente, mas estará sempre sonolento durante o dia, se cansará facilmente, constante dor de cabeça com aumento do nível de glóbulos vermelhos.Nas formas mais graves costuma aparecer desde o nascimento, e a maioria de bebês morrem sem que muitas vezes se chegue a saber a causa. No entanto, naquelas pessoas em que a doença piora progressivamente e podem causar a morte de quem dorme, costuma se tratar com ventilação assistida durante a noite.


- Síndrome de Proteus


Frequência: 200 casos documentados em todo mundo atualmente. Estima-se que surja um caso por mais de um milhão de nascimentos. Alguns médicos especialistas defendem que provavelmente seja causado por um gene dominante letal. Outros dizem que se deva a uma recombinação no embrião dando lugar a três tipos de células: Células normais, células de crescimento mínimo e células de crescimento excessivo.

Descrição: Existem uma grande quantidade de malformações cutâneas e subcutâneas, com hiperpigmentação, malformações vasculares e crescimento irregular dos ossos. Produz-se o gigantismo parcial dos membros ou o crescimento excessivo dos dedos enquanto algumas zonas do corpo crescem menos do que deveriam. Tudo isto provoca uma desfiguração extrema da pessoa que costuma ser socialmente estigmatizada. Josep Merrick, o famoso “Homem Elefante”, sofria desta síndrome.

- Síndrome Hutchinson -Gilford


Frequência: Ao redor de 100 casos documentados. Estima-se que aparece um caso da doença a cada 8 milhões de nascimentos, ainda que poderia ser maior já que muitas vezes não chega a ser diagnosticada.

Causa: Parcialmente conhecida. A maioria dos casos são produzidas por mutações de herança autossômica dominante no gene LMNA. Este gene participa na manutenção da estabilidade nuclear e a organização da cromatina.

Descrição: Os indivíduos com esta síndrome envelhecem muito rapidamente desde a infância. No nascimento têm uma aparência totalmente normal, mas crescem cada vez mais lentamente que as outras crianças e desenvolvem uma expressão facial muito característica. Perdem o cabelo, adquirem rugas e padecem de um dano severo das artérias (arteriosclerose) que causa à morte nos primeiros anos da adolescência.

- Rabo Humano (Rabo Vestigial)



Frequência: Ao redor de 100 casos documentados em todo mundo.

Causa: Não se conhece em profundidade. Acha-se que é produzido pela mutação dos genes encarregados de produzir a morte celular das células que estavam destinadas a formar um rabo.

Descrição: Observa-se a presença de uma rabo na zona final do sacro, no nível do cóccix. O rabo é composto de músculos, vasos sanguíneos, nervos, pele, vértebras e cartilagem.

- Gêmeo Parasita (Fetus in Fetus)

Frequência: Ao redor de 100 casos documentados em todo mundo.

Causa: É um exacerbo do caso dos siameses. Dois gêmeos não chegam a se separar completamente quando são zigotos e ficam unidos por alguma zona. Um destes gêmeos cresce enquanto o outro se atrofia ficando no interior do gêmeo são e dependendo completamente dele. Desconhece-se por que os gêmeos não se separam corretamente.

Descrição: Quando o feto hospedador consegue sobreviver ao parto, este fica com um inchaço na zona onde se situe o feto parasita. 80% das vezes encontra-se na região abdominal, mas também pode se encontrar no crâneo e até no escroto. Também pode passar desapercebido no princípio. Mais tarde, conforme a pessoa vai crescendo também cresce o feto parasita. Ao realizar provas de imagem observam-se órgãos em lugares onde não deveriam existir ainda que também podem se ver umas diminutas pernas, braços, dedos, cabelo ou qualquer outro elemento do feto que tenha desenvolvido. Não há dois casos iguais de “fetus in fetus”, já que os fetos parasitas podem se situar em zonas muito diferentes do feto hospedador e, por tanto, também será diferente o grau de crescimento e elementos que tenha chegado a desenvolver. Há fetos parasitas muito desenvolvidos e outros que só possuem um número escasso de órgãos.

- Síndrome do Homem Lobo (Hipertricose Lanuginosa Congênita)

Frequência: 40-50 Casos documentados em todo mundo desde sua descoberta. A incidência natural (sem contar os casos em famílias) estima-se um caso entre 1 a 10 bilhões de habitantes.

Causa: Desconhecida. Pensa-se que é uma mutação e a maioria é de herança familiar e, muito raramente, a mutação dá-se de forma espontânea.

Descrição: As pessoas que padecem da doença ficam completamente cobertas por um longa lanugem (cabelo) exceto nas palmas das mãos e dos pés. O comprimento do cabelo pode chegar a 25 centímetros. A lanugem é o cabelo fino (como se fosse uma penugem) que aparece nos recém nascidos e que desaparece normalmente depois do primeiro mês do nascimento. As pessoas que padecem desta forma de doença, a lanugem persiste e pode crescer durante toda a vida ou desaparecer com os anos.

sábado, 16 de maio de 2009

Painel americano recomenda mudança de remédios contra dor para idosos

Fonte: G1
Altas quantidades de aspirina ou paracetamol poderiam trazer perigo.Especialistas sugerem que opioides são alternativa para dor crônica.
Poucas pessoas pensam duas vezes antes de tomar aspirinas ou ibuprofeno. Mas, para aqueles com mais de 75 anos, as altas doses necessárias para tratar dores crônicas podem ser tão perigosas que os pacientes podem ser aconselhados a tomar opioides, conforme descobriu um time de especialistas. As novas diretrizes de administração da dor, divulgadas pela American Geriatrics Society (Sociedade Geriátrica Americana) no fim do mês passado, removeram esses medicamentos de todos os dias, chamados de NSAIDs (sigla em inglês para medicamentos antiinflamatórios não-esteroides), da lista de remédios recomendados para adultos idosos com dores persistentes. A equipe disse que os analgésicos deveriam ser usados “raramente” nessa população, “com extremo cuidado” e somente em “indivíduos altamente selecionados”. O paracetamol (como Tylenol) segue sendo a principal escolha para tratamento de dores crônicas. No entanto, para os pacientes incapazes de obter alívio, o próximo passo são os opioides, dizem os direcionamentos – contanto que os pacientes e seus responsáveis sejam examinados por uso de drogas anteriormente. A recomendação, que já está se provando controversa, foi feita mesmo que os NSAIDs sejam conhecidos como bastante eficazes em condições de dores inflamatórias crônicas que frequentemente atacam adultos idosos, e mesmo que os opiáceos possam ser viciáveis.

Riscos “Nós fomos um pouco fortes a respeito dos riscos dos NSAIDs em idosos”, disse o Dr. Bruce Ferrell, professor de geriatria na UCLA e diretor da equipe. “Detestamos descartar gratuitamente algo valioso – eles realmente funcionam para algumas pessoas –, mas é um risco bastante alto quando esses medicamentos são ministrados em doses de moderadas a altas, especialmente quando usados ao longo do tempo”. “Parece que os pacientes estariam mais seguros com opióides do que com altas doses de NSAIDs por longos períodos de tempo”, ele continuou, acrescentando que, para a maior parte dos idosos, o risco de se viciar parece baixo. “Você não vê pessoas dessa faixa etária roubando um carro para conseguir sua próxima dose”. Todavia, especialistas em dor afirmam ser difícil fazer generalizações, e que deve-se prescrever opióides com extrema cautela – não importando a idade do paciente. “Estamos observando um enorme aumento nacional de relatos sobre uso errado e desvios de remédios receitados e mortes relacionadas”, disse o Dr. Roger Chou, especialista em dor que não estava envolvido na criação das diretrizes para os idosos, mas que dirigiu o programa de diretrizes clínicas para a American Pain Society. “As preocupações sobre opioides são muito reais”.

Efeitos colaterais Há também uma preocupação a respeito dos efeitos colaterais possivelmente associados ao uso de opioides, incluindo problemas respiratórios, constipação, fadiga e náuseas, disse Chou. Muitos membros da equipe relataram ter laços financeiros com fabricantes de medicamentos, mas o diretor, Ferrell, disse não ter conflitos de interesses em relação aos remédios sob discussão e que os direcionamentos eram revisados por colegas. Ferrel reconheceu que as evidências científicas sobre o vício entre idosos era limitada, porque poucos estudos focam pessoas com mais de 75 anos. Os riscos das NSAIDs incluem úlceras, sangramentos gastrointestinais e, com alguns medicamentos, um maior risco de ataques cardíacos ou derrames. Os medicamentos não interagem bem com remédios para problemas cardíacos e outras condições, e muitos aumentam a pressão sanguínea e afetam o funcionamento dos rins, dizem os especialistas. As diretrizes não devem desencorajar o tratamento da dor. Especialistas envolvidos no trabalho dizem que a dor crônica cobra um grande preço nos idosos. Além disso, muitas vezes deixa de ser tratada. As novas diretrizes tampouco devem afetar as recomendações sobre tomar aspirinas infantis para proteger o coração; a quantidade da aspirina – 81 miligramas – é muito pequena, correspondendo a um quarto da dose de uma pílula para adultos.